fado

Herminia Silva – Vou dar de beber à alegria

Hermínia Silva, de seu nome completo Hermínia Silva Leite Guerreiro, nasceu no Hospital de S. José, em Lisboa, na freguesia do Socorro, no dia 23 de Outubro de 1907. Teve dois irmãos, Emília, a mais velha, e Artur, o mais novo. Quando tinha apenas oito meses, a família mudou-se para o bairro do Castelo. Chegou a ser aprendiza de costureira numa alfaiataria na Rua dos Fanqueiros, em Lisboa, mas cedo começou a interessar-se por uma vida artística. Frequentadora da Sociedade de Recreio Leais Amigos, acaba por se inscrever no grupo como amadora na arte de representar, em 1925, tendo cantado os primeiros fados acompanhada ao piano.

Amália Rodrigues a diva do fado

Foi uma estranha forma de vida porque eu não fiz nada por ela, foi por vontade de Deus, não é? "Que eu vivo nesta ansiedade, que todos os ais são meus que é tudo minha a saudade, foi por vontade de Deus". Já isto fiz com trinta anos! Quer dizer já eu pressentia que tinha sido Deus que me tinha feito o destino, que me tinha marcado o destino, que me deu uma natureza para a qual eu nasci, ... nasci com esta obrigação de cantar fado! Ou foi o fado que fez isto! O fado é destino, portanto deu-me este destino a mim! Quando eu morrer vão inventar muitas histórias sobre mim, se inventaram sobre a severa e não se sabe se ela existiu, e de mim sabem com certeza que eu existi.

Alfredo Marceneiro ao vivo

Como surgiu "Alfredo Marceneiro", O jovem Alfredo fazia questão de andar sempre muito bem vestido, de fato, camisa muito bem engomada com o laço ao pescoço e calçando polainites de polimento. Desse seu aspecto elegante nasceu a alcunha de «Alfredo-Lulu» - Lulu era equivalente ao «Janota» dos dias de hoje. Em meados de 1920, um grupo de fadistas decide organizar no recinto Clube Montanha, uma Festa de Homenagem a dois nomes grandes do fado de então: Alfredo Coreeiro e José Bacalhau.