Jorge Palma

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Jorge Palma
Ao vivo no São Luiz 1993
Parte 1

Jorge Palma
Ao vivo no São Luiz 1993
Parte 2

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Jorge Palma – Biografia de 1990-2000

Os anos seguintes foram marcados pelos seus estudos de piano, tendo concluído o Curso Superior de Piano do Conservatório de Lisboa, em 1990, curiosamente um ano depois de ter lançado o seu oitavo, e até agora último, álbum de originais – “Bairro do Amor” – considerado pelos jornais “Público” e “Diário de Notícias”, como um dos álbuns do século a nível da música portuguesa. Refira-se que, esse trabalho, marca também a saída de Jorge Palma da editora EMI-Valentim de Carvalho – que recusou a edição de “Bairro do Amor” – e a passagem para a Polygram.
Em 1991, foi editado “Só”, um álbum intimista, em que revisita velhos temas, apenas com voz e piano. Esse trabalho, foi premiado com um “Sete de Ouro” e o jornal “Diário de Notícias” considerou-o um dos álbuns do século da música portuguesa. Seguiram-se vários concertos pelo País, alguns deles nos principais teatros do País, que se prolongaram pelo ano seguinte, que marcou também a formação do “Palma’s Gang”, que reúne Jorge Palma com músicos dos Xutos & Pontapés (Zé Pedro e Kalú) e dos Rádio Macau (Flak e Alex).
1993 é o ano em que é gravado e lançado “Palma’s Gang: Ao Vivo no Johnny Guitar”, uma segunda revisita de Jorge Palma à sua obra, mas agora num formato eléctrico, já que se trata de um projecto rock. Participa também, no álbum “Sopa”, dos Censurados, assinando a letra e emprestando a voz a “Estou Agarrado A Ti”.
O ano seguinte fica marcado por um conjunto de concertos por todo o país, quer a solo, quer com o Gang, destacando-se os Concertos do São Luiz, de 4 e 5 de Novembro, que viriam a ser transmitidos, mais tarde, pela RTP.
No ano seguinte, continuou a dar espectáculos por todo o país, passando também pelo Casino do Estoril, onde deu “Concertos Íntimos”, contando com a produção musical de Pedro Osório. Participou também, como pianista convidado, no “unplugged” dos Xutos & Pontapés, na Antena 3 e, foi letrista, compositor e músico em “Espanta Espíritos”, um álbum em que participaram vários nomes da música portuguesa e que contou com a produção de Manuel Faria, um ex-Trovante. Entretanto, nasceu Francisco, o seu segundo filho.
Em 1996, Jorge Palma aceitou o convite para integrar os “Rio Grande” juntando-se assim a Tim (Xutos & Pontapés), João Gil (Ala dos Namorados), Rui Veloso e Vitorino, podendo considerar-se como um trabalho de regresso à música tradicional portuguesa, que acabou por resultar num grande êxito comercial. Nesse mesmo ano, musicou poemas de Regina Guimarães para “Lux in Tenebris”, peça da juventude de Brecht levada à cena pela Companhia de Teatro de Braga e também participou no espectáculo “Filhos de Rimbaud”, em colaboração com Sérgio Godinho, João Peste, Rui Reininho e Al Berto. Participa também no álbum “As Canções de João Lóio” e vê ser recriado “Frágil”, por André Sardet, em “Imagens”, o seu álbum de estreia. É também em 1996, que a EMI-Valentim de Carvalho lança a compilação “Deixa-me Rir”, dentro da Colecção Caravela, que engloba alguns temas dos álbuns “Asas e Penas”, “Lado Errado da Noite” e “Quarto Minguante”.
No ano seguinte – 1997 – para além dos habituais concertos, participa em alguns trabalhos, como é o caso de “Todo Este Céu”, de Né Ladeiras, onde são revisitados temas de Fausto Bordalo Dias, e também no álbum “Voz e Guitarra”, um trabalho notável, produzido por Manuel Paulo Felgueiras (da Ala dos Namorados), que juntou um leque enorme de artistas, que escolheram os temas e recriaram-nos apenas com voz e guitarra. Esse mesmo ano é ainda marcado pelo lançamento do segundo álbum dos “Rio Grande” – Dia de Concerto – desta feita um álbum ao vivo (resultante de um duplo concerto dado no Coliseu dos Recreios). Uma grande mais valia para este disco é a estreia de um tema até aí inédito de Jorge Palma – “Quem És Tu De Novo”.
Em 1998, Jorge Palma teve um ano cheio de trabalho. Foram muitos os concertos que deu pelo país, tendo estado nas Queimas das Fitas de Lisboa e Porto e participado no “Festival Outono em Lisboa”, destacando-se também a sua participação em concertos na Expo 98, como, por exemplo, no Concerto de Solidariedade para com a Guiné Bissau, para além de um, em nome próprio, e de outro, como convidado de Amélia Muge, englobado num projecto inédito – “E as vozes embarcam” – que juntou os dois cantores e o grupo búlgaro Pirin Folk Ensemble. 1998 fica também marcado por ter sido o director musical do espectáculo “Aos Que Nasceram Depois de Nós”, que percorreu todo o país, numa co-produção dos Artistas Unidos e da Companhia de Teatro de Braga, baseado em textos de Bertold Brecht, musicados por Kurt Weill, Hans Eisler, pelo próprio Brecht e, no tema “Do Pobre B.B.”, por Jorge Palma. Do elenco deste espectáculo, para além de Jorge Palma, fez também parte a actriz Lia Gama, entre muitos outros.
O ano de 1999 foi marcado por vários concertos, e também, por algumas participações em programas televisivos, para além do seu brilhante contributo no álbum de Tributo aos Xutos & Pontapés – “XX Anos XX Bandas” – tendo (re)interpretado, acompanhado pela guitarra de Flak, o tema “Nesta Cidade”, com letra de João Gentil (um poeta de Lisboa, que acompanhava Jorge Palma, quando este tocava na rua). Participou também no álbum “Tatuagem”, de Mafalda Veiga, num dueto – “Tatuagens” – que veio a ser o single do trabalho e teve a oportunidade de, na companhia de Fernando Tordo, visitar Timor Leste.
Em 2000, Jorge Palma voltou a percorrer o País, dando vários concertos, tendo a Universal lançado a colectânea “Dá-me Lume”, que reunia canções dos álbuns “Bairro do Amor” e “Só”, e se assumiu como um enorme êxito comercial, ultrapassando as trinta mil unidades vendidas, o que lhe permitiu, durante semanas a fio, ocupar os primeiros lugares do top nacional de vendas. O sucesso deste álbum levou a que a data do novo de álbum originais, entretanto gravado, fosse sendo adiada, pois o lançamento marcado para Outubro, foi adiado para Dezembro, e depois para 2001. Ainda em 2000, Jorge Palma participa no álbum de tributo a Rui Veloso, juntamente com Flak, (re)interpretando “Afurada”, para além de ter emprestado a sua voz a “Laura”, canção pertencente à banda sonora do tele-filme “A Noiva”.
(in Jorge Palma Oficial Web Site)

Jorge Palma – Biografia de 2001-2012

2001 foi marcado pelo lançamento de “Jorge Palma”, o seu novo álbum de originais, depois de constantes adiamentos. O álbum alcançou um enorme êxito, junto de críticos e junto do público, pois, logo na primeira semana, atingiu o terceiro lugar do top nacional de vendas e o disco de prata. Meses antes foi reeditado o álbum “Acto Contínuo”, que ainda não existia em formato cd, para além de Jorge Palma ter dado inúmeros concertos por todo o País – destacando-se aquele que abriu o terceiro dia do festival Sudoeste, para além da estreia nos coliseus de Lisboa e do Porto, em Novembro – e ter escrito um tema para “Mau Feitio”, o novo trabalho discográfico de Paulo Gonzo, dando também a voz a “Diz-me Tudo”, tema de abertura da telenovela “Ganância”, e o piano, a “Fome (nesse sempre)”, tema de estreia dos Toranja.
Em 2002, Jorge Palma venceu o prémio José Afonso – pelo seu disco “Jorge Palma” – e foi nomeado para os Globos de Ouro, nas categorias de melhor intérprete individual e melhor música. Destaca-se também os três concertos acústicos que deu, em Junho, no Teatro Villaret, acompanhado pelo filho Vicente, e que foram editados num cd duplo, lançado em Setembro, com o título “No Tempo dos Assassinos”, em que são revisitados trinta e três temas da sua vasta obra. O disco está a ser um enorme sucesso. Em Novembro será reeditado “Qualquer Coisa Pá Música”, o seu terceiro álbum de originais e até ao final do ano deverá ser lançado mais um disco com o Rio Grande, que com a saída de Vitorino, passam a designar-se como “Cabeças no Ar”.
No ano de 2004 rumou a norte para gravar nos estúdios de Mário Barreiros o disco Norte com alguns músicos que o acompanharam na digressão que correu o país nos concertos com banda, que se viria a intitular de Demitidos.Neste período de tempo, até 2007, Jorge Palma colaborou com outros músicos nas suas edições discográticas, tais como, Janita Salomé, Ala dos Namorados, Brigada Victor Jara, Couple Coffee e Sylvie C.
Em 2007 volta a estúdio para gravar com o seu amigo de estrada Flak e os Demitidos o álbum Voo Nocturno, que viria a ser um extraordinário sucesso muito por “culpa” do single Encosta-te a Mim. Os dois anos seguinte foram marcados pelos inúmeros concertos a solo e com banda, tendo por permeio um concerto único de Jorge Palma com o Quarteto Lacerda, no Centro Cultural de Belém, denominado de “Carta Branca a Jorge Palma”, onde muitos tiveram a oportunidade de ver/ouvir o músico integrado num formato clássico, com arranjos das suas canções para quarteto de cordas elaborados pelo próprio. A digressão Voo Nocturno, culminou com uma série de concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto, a partir do qual foi extraído o primeiro dvd da carreira de Jorge Palma: Voo Nocturno ao Vivo.
No ano de 2008 Jorge Palma colabora em edições discográficas de João Pedro Pais e Tonicha, bem como no projecto Movimento UPA 2008, em parceria com os Clã.
Em Janeiro de 2010, foi lançado o single “Tudo Por Um Beijo” integrado na banda sonora do filme “A Bela e o Paparazzo” de António Pedro Vasconcelos.Neste mesmo ano, a companhia de teatro A Barraca estreia a peça “A Balada da Margem Sul”, com encenação de Hélder Costa, para a qual Jorge Palma compõe “O Mundo e a Casa” e “Imperdoável”.
“Página em Branco” é o single de apresentação de “Com Todo o Respeito”, o álbum lançado em Outubro de 2011, que conta mais uma vez com a participação da sua banda, Os Demitidos, Flak, Carlos Bica, Cristina Branco, Vicente Palma e Carlos Barreto, Gabriel Gomes e Bruno Vasconcelos.
Ainda em 2011 participa no álbum Missão Sorriso 2011, interpretação a canção tradicional “O Mar Enrola na Areia”.
O início de 2012 é marcado pelo regresso à estrada para diversos concertos intimistas pelo país, com os temas do álbum “Com Todo o Respeito” na mala de viagem.
Como alguém um dia disse, “em Jorge Palma sobressai a capacidade de redescobrir a música, de criar uma forma atraente, de exibir sentimentos, explorar emoções, e cativar sempre mais gente, a acompanhar a sua solidão junto ao piano, num misto de querer estar só, mas com todos os outros”.
É, sem dúvida, um dos melhores cantores/compositores actuais, um criador com sonhos feitos canções, que ao longo dos 40 anos de carreira consegue cativar diferentes públicos, incluindo um público mais jovem, junto do qual conseguiu criar um grupo de indefectíveis seguidores.
(in Jorge Palma Oficial Web Site)

Jorge Palma


Jorge Palma | Encosta-te a mim – Gala 57 anos RTP

Ao vivo no Campo Pequeno a 14 de Novembro de 2008.
Álbum – Acto Contínuo (1982)

Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno e foste perdendo a memória

Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade a caminho da glória

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar

Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só quando bate à nossa porta

Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito quando se tem a espinha torta

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar

Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração pela ponta das tuas lanças

Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto de brincar com as tuas crianças

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar

Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar

Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Videoclipe oficial do tema Imperdoável
Álbum – Com Todo o Respeito (2011)

Imperdoável é o que não vivi
Imperdoável é o que esqueci
Imperdoável é desistir de lutar
Imperdoável é não perdoar

Tive dois reis na mão e não apostei
Vi catedrais no céu, não as visitei
Vi carrosséis no mar mas não mergulhei
Imperdoável é o que abandonei

Vejo-me cego e confuso nesta cama a latejar
O que seria de mim sem o meu sentido de humor?
Praticamente mudo, sinto a máquina a bater
É o rugido infernal destas veias a ferver

Imperdoável é dispensar a razão
Imperdoável é pisar quem está no chão
Imperdoável é esquecer quem bem nos quer
Imperdoável é não sobreviver

Vejo-me cego e confuso nesta cama a latejar
O que seria de mim sem o meu sentido de humor?
Praticamente mudo, sinto a máquina a bater
É o rugido infernal destas veias a ferver

Imperdoável é o que não vivi
Imperdoável é o que esqueci
Imperdoável é desistir de lutar
Imperdoável é não perdoar

Instrumental
Álbum – Com Uma Viagem na Palma da Mão (1975)


Jorge Palma | A gente vai continuar

Ao vivo no Coliseu dos Recreios a 20 de Novembro de 2007
Álbuns – Acto Contínuo (1982) e Voo Nocturno (2008)

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Jorge Palma | Mensagem de Ano Novo


Ao vivo no Coliseu dos Recreios a 20 de Novembro de 2007
Álbuns – Bairro do Amor (1989) e Voo Nocturno ao Vivo (2008)

Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar “in”
Mas estou-me a sentir “out”
Frágil
Sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Jorge Palma | Duas Amigas

Ao vivo no Teatro S. Luiz (1994)
Álbum – Jorge Palma (2001)

Eram duas amigas desfolhando a sorte
Acenando os dotes que a vida lhes deu
Eram duas compinchas a tagarelar
Dispunham de tempo e espaço
O limite era o céu

Eram duas amigas, eram unha com carne
Semeando os gestos ao deus dará
Eram protagonistas nos retratos
Entre um decote mais ousado e um golo de chá

Veio o ciúme, veio a paixão
Veio o abismo onde cai a razão
Vieram dias escuros cada vez mais iguais
Cada uma mais perto de ter a verdade na mão

Eram duas amigas entretendo o tempo
Tecendo muros de papel
Eram duas comadres desconversando
Perdidas no traço fino
Entre o fel e o mel

Eram duas amigas ecoando ao fundo
No centro do mundo, onde eu morei
Eram dois segundos de concentração
Vestidos de cores que eu nunca mais descreverei

Veio o silêncio ensurdecedor
Ainda há contacto mas não há calor
Quando as mãos ficam rijas e a alma se esconde
E fica entrincheirada entre o ódio e o amor
Entre o ódio e o amor

Jorge Palma | Deixa-me Rir

Ao vivo no Centro Cultural de Belém a 2 de Junho de 2003
Álbum – O Lado Errado da Noite (1985)

Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor, o que vai dizer
Segunda feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a mascara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor, o que vai dizer
Segunda feira

Ao vivo no Auditório Municipal de Gaia a 14 de Janeiro de 2012.
Álbum – Com Todo o Respeito (2011)

A chuva cai
E eu estou-me bem a borrifar
Curto todas as estações
Gosto de as ver alternar

A chuva cai
E eu já pressinto um sol brilhante
Vem aí um arco-íris
Este vai ser delirante

Eu vou seguindo o meu caminho
E quando penso em ti
Agora, doravante e p’ró futuro
Aliás, como sempre e como dantes

Eu chamo-te
Eu quero-te
Eu torço por ti
Meu amor

Eu chamo-te
Eu quero-te
Eu torço por ti
Meu amor

A chuva cai

A chuva cai
Vai conhecendo as minhas rugas
Organiza-me o cabelo
Faz-me escorregar nas fugas

A chuva cai
E eu estou-me bem a borrifar
Curto todas as estações
Gosto de as ver alternar

Eu vou seguindo o meu caminho
E quando penso em ti
Agora, doravante e p’ró futuro
Aliás, como sempre e como dantes

Eu chamo-te
Eu quero-te
Eu torço por ti
Meu amor

Eu chamo-te
Eu quero-te
Eu torço por ti
Meu amor

A chuva cai

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Jorge Palma dispensa apresentações. Com mais de 40 anos de carreira é um nome incontornável do panorama musical português. Compositor, poeta, intérprete e exímio pianista, Jorge Palma esgota, desde os anos 70, salas um pouco por todo o país, desde as mais emblemáticas até aos palcos mais intimistas, tendo também passado por festivais como o Meo Sudoeste, Super Bock Super Rock e Rock in Rio.
Vicente Palma e Gabriel Gomes (ex-Madredeus e Sétima Legião), são os dois músicos que o acompanham no seu formato acústico. Vicente surge na guitarra, no piano ou na voz, acompanhando Jorge Palma em alguns dos temas que juntos já tocam há mais de uma década. Gabriel Gomes oferece a sonoridade do seu acordeão para criar ambientes verdadeiramente íntimos e especiais.
“Às Vezes o Amor” é uma festa de música e emoções repartidas por oito cidades portuguesas. No mesmo dia, à mesma hora, o amor espalha-se de Norte a Sul. Portugal fica mais amoroso. Com música para todos os gostos. Música que não troca o bom e complicado “amo-te” pelo musicalmente mais fácil “I love you”. No dia 14 de Fevereiro de 2015, oito amados nomes e projectos da música portuguesa fazem da paixão canções derramadas em oito palcos diferentes. Haverá acima de tudo música para preencher os corações que se apaixonam.
in asvezesoamor.pt

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