Deolinda

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Deolinda


Deolinda – Ao Vivo no Coliseu dos Recreios (Show Completo – Full Concert)

Os Deolinda

Ana Bacalhau, voz
Pedro da Silva Martins, guitarra
Luís José Martins, guitarra
Zé Pedro Leitão, contrabaixo

Deolinda na Antena 3
em 2013 Dia D na Antena 3 – Deolinda apresentam “Mundo Pequenino”

Entrevista Deolinda

O “Mundo Pequenino” dos Deolinda foi pretexto de uma boa conversa
18-03-2013
Filipa Estrela
strela @ destak.pt

“Mundo Pequenino” é a proposta dos Deolinda para 2013. O Destak este à conversa com os quatro músicos, sempre com a habitual ironia à mistura.

Principal desafio de fazer um terceiro disco?
Houve algumas diferenças porque nos colocamos esse desafio. Depois de a nossa sonoridade estar bem vincada e bem defendida com os dois discos anteriores, queríamos experimentar algo novo, daí a primeira canção se chamar “Algo Novo”. Não é que seja tudo novo, há ainda a impressão digital da Deolinda, percebe-se que é a nossa banda que ali está, logo nos primeiros segundos, mas também se sente que houve novidades, tanto na produção com o Jerry Boys, como nos instrumentos. O próprio conceito do álbum também está virado para uma portugalidade vista pelo mundo todo e não só dentro de Portugal.

O que trouxe o Jerry Boys de inovador ao vosso som?
Quisemos à partida trabalhar com um nome muito experiente no campo da canção e com uma estética de som que procurávamos para o disco. Foi uma experiência muito interessante do ponto de vista musical, porque é uma pessoa com os ouvidos experimentados nesta área da world music e que não era um conhecedor profundo da música portuguesa. Isso à partida era um desafio.

Diziam que tinham uma sonoridade vincada. Conseguem definir o vosso tipo de música?
É música popular portuguesa e dentro de todas essas opções temos um quarteto de cordas. O som também é definido pela nossa instrumentação. É difícil definir, mas ao terceiro disco acho que conseguimos chegar a uma linguagem que sinto que é nossa. Uma pessoa reconhece que está a ouvir Deolinda mesmo que não conheça os discos todos, pela voz, pelo tipo de construção e de linguagem musical. É todo um conjunto.

Neste disco variam o ritmo e afastaram-se um pouco do fado..
Tínhamos 20 canções e entrámos para estúdio já com 15, que formavam um todo mais coerente. Depois reduzimos a 12, que é a base do disco de originais. A edição especial da Fnac tem mais dois fados ou temas “afadistados”. Queríamos propor um disco de Deolinda sem essa aproximação ao fado. Também pelo conceito do álbum.

Qual é o conceito desse “Mundo Pequenino”?
Um mundo tão global, onde temos a sorte de ter vindo a tocar e que nos influenciou de tantas formas acaba por espelhar de forma subtil as influências que estão neste disco. É o resultado das nossas viagens e a forma como as distâncias geográficas e culturais são grandes. E ao mesmo tempo se consegue, na diferença, encontrar pontos de encontro que reduzem o tamanho do mundo, e nos aproximam uns dos outros.

Mas as letras continuam muito focadas no “ser português”..
Claro, é a realidade que conhecemos bem. Essa grandeza do português torna o mundo pequenino!

É essencial recorrer à ironia que usam em todas as letras?
Para nós é, e é também o traço do português. É um instinto de sobrevivência quase. Para não ser tão contundente recorremos à ironia e ao humor.

Mas há quem possa não perceber que recorrem à ironia e interpretar tudo ao contrário!
Sim, é assustador. Quando não se percebe a ironia é assustador! Estamos a trabalhar a ironia para as próximas gerações!

Escolham algumas músicas do álbum e contem um pouco o que está por detrás!
“Medo de Mim” é uma história que se passou connosco em Joanesburgo. Estávamos proibidos de sair do hotel e conseguimos sair com seguranças para ver alguns locais. Nas ruas uma das pessoas que estava connosco – a Márcia – foi abordada por outra pessoa e ficámos todos muitos aflitos. E no fim percebemos que era uma rapariga com uma nota na mão porque a Márcia tinha-a deixado cair. Esses erros de analise misturados com medo provocam injustiças no mundo. Outra história deliciosa cheia de malandrice é “Doidos”. É um rapaz que está a tentar dar a volta a uma rapariga, e ela está a topar o jogo mas deixa-se ir na conversa. No “Não Ouviste Nada” há uma narradora que está a contar baixinho que ele tem outra, e depois percebe-se que ela é que se meteu ali no meio. O “Pois Foi” é uma pequena vingança feminina por todos aqueles episódios em que tentamos falar com um homem, que está a dizer que sim, mas que não está a ouvir absolutamente nada!
in Destak

Deolinda – Fon Fon Fon – Ao vivo em New Bedford

Deolinda – Quando janto em restaurantes LIVE NYC

Deolinda live at London (HD)

Deolinda live at Guimarães

Espetáculo 25 de Abril em Almada 2012 – Concerto com os Deolinda

Deolinda ao vivo, Fon Fon Fon Soure – 2009

O projecto musical surgiu em 2006 quando os irmãos Pedro da Silva Martins e Luís José Martins (ex-Bicho de 7 Cabeças) convidaram a prima, Ana Bacalhau, então vocalista dos Lupanar, para cantar quatro canções que Pedro tinha escrito. Após perceberem que a voz da prima se adequava na perfeição às rimas e melodias criadas, convidaram também José Pedro Leitão, contrabaixista dos Lupanar (actual marido de Ana Bacalhau), para se juntar aos três, nascendo assim os Deolinda.

O tema “Contado Ninguém Acredita” foi incluído na compilação Novos Talentos de 2007, lançado pelas lojas FNAC.

Em 21 de Abril de 2008, foi lançado o disco de estreia, Canção ao Lado. Desde então, em finais de Outubro de 2008, chegou à sua posição cimeira, o 3º lugar, do top oficial da AFP,a tabela semanal dos 30 álbuns mais vendidos em Portugal, tendo saído (e reentrado) por duas vezes nos primeiros tempos, ficado um total de quatro semanas fora desta tabela.

Em Outubro de 2008, o disco Canção ao Lado tornou-se “disco de ouro”. Em Dezembro de 2008, tornou-se “disco de platina”. Durante o ano de 2009, o disco “canção ao lado” atinge o galardão de dupla-platina, correspondente à venda de mais de 40 mil unidades.

Em 2 de Março de 2009, o disco Canção ao Lado foi lançado no mercado europeu pela editora World Connection. Em Abril de 2009, entrou directamente para o 8º lugar da tabela de vendas discográficas World Music Charts Europe e em Maio subiu ao 4º lugar dessa mesma tabela.

Ainda em Abril de 2009, o grupo deu início à sua primeira digressão europeia. Actuaram em diversos países, entre eles Holanda, Alemanha e Suíça, regressando a Portugal para diversos concertos em cidades como Porto, Braga e Barcelos.

O álbum Canção ao Lado ficou em 10º lugar nas preferências dos ouvintes da rádio Antena 3, numa votação levada a cabo por esta estação em abril de 2009, na qual se perguntava qual seria o melhor álbum de música portuguesa editado entre 1994 e 2009, tendo como base uma lista de 100 álbuns lançados nesse período.

Em 23 de Abril de 2010 a banda estreou um novo álbum (Dois Selos e Um Carimbo) que teve como single de apresentação “Um Contra o Outro”.

A prestigiada revista francesa Monocle considera os Deolinda uma das mais importantes referências culturais da lusofonia no mundo, em Outubro de 2010

O seu segundo álbum, Dois Selos e Um Carimbo, entrou directamente para nº 1 do top de vendas português e recebeu o galardão de platina em Novembro de 2010.

Em Dezembro de 2010, o disco Dois Selos e Um Carimbo é considerado o 2º melhor disco de 2010 para a revista portuguesa Blitz

Em Dezembro também, o disco “Dois Selos e Um Carimbo” fica entre os 10 melhores discos de World Music de 2010 para o jornal inglês Sunday Times

A canção Parva que Sou, estreada nos quatro concertos feitos nos Coliseus de Lisboa e Porto, em Janeiro de 2011, foi imediatamente considerada um hino de uma geração.

O tema “Parva que Sou” inspira o movimento “Geração à Rasca” que no dia 12 de Março de 2011, realiza as maiores manifestações não vinculadas a partidos políticos desde a Revolução dos Cravos.

Em 21 de Novembro de 2011 é lançado o primeiro DVD do grupo “Deolinda ao Vivo no Coliseu dos Recreios”.

Num extenso artigo, a publicação alemã deutsche welle referiu que os Deolinda, com sua música “Parva que Sou”, “encorajaram os protestos em massa por todo o país”, apelidando-os de “trilha sonora da crise”

Em 12 de Maio de 2012, o jornal britânico “The Times” publica uma crítica ao concerto dos Deolinda em Londres onde os considera “uma das grandes bandas da Europa”

O álbum de estreia “Canção ao Lado” é galardoado com quádrupla platina, correspondente a 80.000 unidades vendidas e o disco “Dois Selos e Um Carimbo” obteve dois discos de platina (40.000 unidades), em Novembro de 2012

No dia 18 de Março de 2013, lançam o 3º álbum de originais “Mundo Pequenino” que na primeira semana de vendas se torna disco de ouro

Em Maio, actuam nos Coliseus de Lisboa e Porto esgotados: “…caso raro que são os Deolinda: um grupo capaz de resultar nos contextos mais intimistas e nos espaços mais amplos; um quarteto suficientemente elástico e generoso para crescer até às dez pessoas em palco sem perder a direção; uma banda, enfim, que gostamos de ter por perto e a que temos a sorte de chamar “nossa”

Em 25 de Julho de 2013 se apresentaram pela primeira vez no Brasil, durante o Festival de Inverno de Garanhuns e em São Paulo. Recebem excelentes críticas da imprensa brasileira

A publicação brasileira Pergunte ao Pop considerou o álbum “Mundo Pequenino” o melhor disco internacional de 2013, em Dezembro

Em 14 de Outubro de 2014 se apresentaram pela primeira vez no México, durante o 42º Festival Internacional Cervantino em Guanajuato. (in Wikipedia em Abril 2015)

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