Tiago Bettencourt

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Tem criado das melhores baladas com mensagem interessante da duma geração intermédia da musica portuguesa de hoje em dia. O Tiago Bettencourt, tem trilhado um caminho sustentado como artista, musico, compositor, interprete, acumulando presença, num estilo que só ele tem.

O Tiago Bettencourt

Capacitado duma capacidade interpretativa muito marcante e genuína. Constrói melodias intensas e encantadas. O sentir o que se canta enquanto que passa a mensagem envolvida em musicas de dum qualquer carinhoso e familiar inverno. Usufruam portugueses de excelentes momentos ao vivo nos espetáculos do Tiago Bettencourt.

Muito mais que um poeta

Tiago Bettencourt – Carta (Acústico)

Tiago Bettencourt – O Jogo (Acústico)

Video publicado a 28/05/2013
Music video by Tiago Bettencourt performing O Jogo. (C) 2013 Universal Music Portugal, S.A

Tiago Bettencourt “Carta” – Nuno Markl – 5 Para a Meia Noite

Aqui está um bom exemplo de programa da televisão portuguesa que não tem receio do efeito da musica ao vivo e o real talento dos músicos portugueses e assim dá muito pelo reconhecimento deste tipo de artistas.

Obrigado ao Nuno Markl pela suas saudáveis maluquices, e aos outros 4 apesentadores do 5 PARA A MEIA NOITE, inclusivé.

Sobre: Tiago Bettencourt

Autor de várias composições de referência da nova música portuguesa, foi há mais de dez anos que embarcou naquela que seria a sua primeira aventura em estúdio, com Toranja, marcando para sempre o panorama musical português.
A riqueza da simplicidade dos seus poemas e melodias depressa captou a atenção do público e se “Esquissos” foi um sucesso de vendas, o álbum “Segundo” também não ficou aquém. Temas inesquecíveis como “Carta” e “Laços” são indissociáveis das suas melodias e da sua voz marcante. Já em 2006 os Toranja anunciam uma pausa prolongada. É então que Tiago Bettencourt parte para o Canadá e tendo como banda de apoio os Mantha, grava o álbum “Jardim”, editado em 2007 com o grande êxito “Canção Simples”.
Em 2010, é editado “Em fuga” com o single “Só mais uma volta”. A mesma edição exclusiva CD DVD contém imagens inéditas de estúdio durante a gravação de «Em Fuga», juntamente com uma filmagem de músicas do primeiro álbum a solo do músico.
No final do ano de 2011 é editado “Tiago na Toca e os Poetas”. Neste álbum, que surge acompanhado de um livro, Tiago o músico canta poemas de autores portugueses como Florbela Espanca e José Carlos Ary dos Santos, na companhia de amigos, entre eles, Carminho, Camané, Fernando Tordo, entre outros.
A 26 de Novembro de 2012 chega às lojas “Acústico”. O regresso aos discos é também uma imensa celebração: reunido de convidados (Lura e Jorge Palma) e munido dos melhores momentos de uma carreira exemplar, «Acústico» assinala um percurso de uma década de muitas experiências e sucesso, que não só revelou uma das maiores vozes nacionais como trouxe um dos grandes autores da sua geração.
Em 2014, Tiago Bettencourt apresenta o novo disco “Do Princípio”, contando com três colaborações de luxo (Jacques Morelenbaum, Mário Laginha e Fred Pinto Ferreira) além dos seus músicos habituais. Neste disco Tiago renova-se apresentando, entre outros, os surpreendentes “Aquilo que eu não fiz”, “Morena” e “Maria”, que podem ser ouvidos nas principais rádios nacionais.
2015 é um ano dedicado à apresentação ao vivo do mais recente álbum. Concertos onde não faltarão todos os grandes sucessos da sua carreira. (in)

Sara (ao vivo) – Tiago Bettencourt

Maria – Tiago Bettencourt & HMB

Romagem à Lapa – Samuel Úria e Tiago Bettencourt

Tiago Bettencourt & Mantha – Só Mais Uma Volta

Mafalda Veiga – Balançar ao vivo com Tiago Bettencourt

Discografia Tiago Bettencourt

O Jardim (2007)
Em Fuga (2010)
Tiago Na Toca & Os Poetas (2011)
Acústico (2012)
Do Princípio (2014)

World Trade Center – August 7th, 1974

QUANDO ME PEDIRAM UM VIDEO E UM TEXTO SOBRE A EXPERANÇA:
Publicado a: 16/4/2012

Ando aqui há uns dias sem saber por onde ir. Não percebo exactamente por onde se começa ou como se fala disto… Tudo à nossa volta grita a chegada a um limite qualquer que parece não chegar, anúncio de chegada esse que parece não mudar ninguém. Ninguém se importa, ou todos ignoram, ou ninguém quer ser incomodado. Sabemos que a consciência global tem que evoluir, mas queremos aguentar esta ordem de prioridades até não haver outra hipótese possível. Estamos na internet, no mundo inteiro, no Facebook, escrevemos mil citações de verdades universais que esquecemos no segundo a seguir, assistimos a vídeos que nos gritam novos horizontes mas não tiramos conclusões. Vemos televisão, as noticias preocupam-nos, irritam-nos ou inspiram-nos, entristecem-nos ou comovem-nos… mas quando nos questionam, fingimos não perceber. Sabemos que o mundo é como mar onde as ondas se propagam, vemos povos a lutar por justiça, por liberdade, mas não agimos perante a nossa própria prisão: Uma prisão de valores, onde nos orientamos por metas vazias, onde vazios caminhamos, devagar, sem paixão. Esquecemos a nossa educação, a nossa cultura, a nossa essência; queremos ser outras pessoas, ter outras coisas, outro dinheiro, outra vida, outros amigos, a opinião de outros… não acreditamos no tempo, não acreditamos na persistência, não acreditamos naquilo que é nosso. Sabemos que valemos muito mas não sabemos quanto valemos, não vamos à procura de saber, não sabemos como saber, não temos paciência para aprender e ir até ao sitio onde se percebe quanto se vale. Não temos paciência para acreditar e no meio disto tudo, temos sempre “Esperança”.
Mas que esperança é esta? Esperança de quê? De chegar onde? Para que serve? Não faltará, antes da esperança, a consciência de um fim? Um alvo profundo para apontar a seta? …é por estas razões que é tão difícil para mim escrever sobre isto nesta altura. Se há esperança? Sim, acredito que há, sempre. Mas será da certa? Olho à minha volta e cada vez mais vejo que procuramos nos sítios errados qualquer coisa que o mundo não nos pode dar, qualquer coisa imaterial, que precisamos, e nos anuncie um novo tempo, uma nova Esperança:
A esperança que o lado bom, finalmente se sobreponha ao lado mau. A esperança que quando se escolher, se escolha bem. Esperança que a gratificação interior da honestidade se revele mais sedutora que a sujidade mascarada do desvio, que a serenidade da certeza no caminho derrote esta busca frenética e desesperada pelo sucesso. Que a publicidade do “custe o que custar” seja também para bem do outro. Que o ser Humano seja uma qualidade e nunca uma fraqueza.
Sei que a mudança tem que começar no interior de cada um, sozinho. A esperança tem que ser de mim para mim, tenho que ser eu a mudar e a mostrar essa mudança ao próximo e ao mundo, no trabalho, em família, nos dias. Uma esperança humilde de quem é tudo o que consegue ser, sem arrependimento ou rancor. Deixemo-nos desta esperança confortável, egoísta e preguiçosa. Esperança tem que ser o momento exactamente antes da acção, esperança tem que me fazer dar o passo, o passo para um vazio de luz, o passo fruto do investimento, da perseverança, de uma fé. Para lá do cansaço o passo que tem que ser dado. O passo que se agradece de joelhos por afinal nunca estarmos sós. Não têm que ser os outros, tenho que ser eu. (in :tiagobettencourtemantha.blogs.sapo.pt/)

Tiago Bettencourt

Morena — Tiago Bettencourt e os Cavaquinhos de Paços de Ferreira

Aqui fica a canção "Sara", do meu ultimo álbum "do princípio", tocada com a minha magnifica banda. Joao Lencastre na...

Posted by Tiago Bettencourt on Quinta-feira, 30 de Abril de 2015

Tiago Bettencourt – Canção De Engate (Acústico)

Tiago Bettencourt & Mantha

After Toranja, Bettencourt left Portugal for Canada to record his first solo album in the Hotel2Tango studios in Montreal, the same studio that produced the successful album Funeral by Arcade Fire. The producer was Howard Bilerman. Here, he already worked together with his backing band, Mantha, composed of[2] Pedro Gonçalves and João Lencastre. The result of the recording sessions was released as O Jardim (‘The Garden’ in Portuguese) in 2007. The song Canção Simples (Simple Song) was a major hit. Their second album, Em Fuga, was released in 2010, and followed by Tiago Na Toca & Os Poetas in 2011 and Acústico in 2012. The latter album contained ‘unplugged’ versions of earlier songs, performed together with guests including Concerto Moderno, Lura, and Jorge Palma.

In 2014, Do Principio, his latest album to date, was released, consisting of 12 songs including “Aquilo Que Eu Não Fiz”, a song with a strong political message although Tiago said in an interview that it was based only in a childhood experience.

(in)

Aquilo que eu não fiz – Tiago Bettencourt

Foto e texto abaixo in: espalhafactos.com

Tiago Bettencourt: Do Princípio, “como se fosse a primeira vez”

Por Raquel Santos Silva em Maio 2014

É entre ensaios para o mini-concerto, entrevistas e pausas para respirar que Tiago Bettencourt nos recebe, com um entusiasmo visível pela chegada deste dia tão especial. Bettencourt regressa aos álbuns com Do Princípio, disponível nas lojas desde esta segunda-feira, dia 26. O novo disco, sucessor do best of Acústico, conta com 12 temas originais e o som característico dos Mantha, que apesar de terem caído do nome continuam a fazer parte da banda. Ontem foi dia de showcase em Paço d’Arcos e o Espalha-Factos esteve lá, à conversa com o músico, para saber tudo sobre este ‘princípio’.
Do Princípio: desabafos e “coisas boas”
“O princípio é feliz”, diz Tiago Bettencourt na faixa 5 deste novo álbum. Mas porquê este título, Do Princípio? “Ando fixado nesta expressão desde que gravei um álbum chamado Tiago na Toca”, confessa ao Espalha-Factos, “no qual a Dalila Carmo declama um poema do Ramos Rosa, uma vez sem música e outra com música, e no meio diz: ‘do princípio’. E eu deixei na gravação porque gosto imenso da expressão, dá a ideia que traz coisas boas”. Para além disso, “é bom ouvir-me como se fosse a primeira vez, que é o que peço sem todos os álbuns, por isso não podia ter sido um nome melhor”, revela o músico.
Do Princípio já toca nas rádios nacionais desde o avanço do single zero, Aquilo Que Eu Não Fiz, cujo videoclip foi feito pelos próprios fãs de Tiago Bettencourt. Este tema, a par de O Povo Cantava, bem como temas como Eu Esperei, gravado há mais tempo, indiciam um cunho mais explicitamente crítico – e político, talvez – oferecido às suas canções: “É como qualquer coisa que te inquieta. Escrevi o ‘Aquilo Que Eu Não Fiz’ quando tinha acabado de passar um recibo verde e fiquei muito revoltado com o que me tiraram…. São coisas assim simples, que de repente te fazem pensar”.

O músico fala em “falta de honestidade”, também em músicas como Labirinto, Amanhã ou Amor Maior, não envolvendo necessariamente questões políticas. Contudo, esta crítica está bem patente desde a primeira música que lançou em toda a sua vida, Fome de Mais: “falava, na altura, de um vazio que eu sentia um bocado à minha volta na minha geração”. São músicas que têm vindo a aparecer ao longo de toda a sua carreira, “se calhar um bocadinho mais metafóricas – se calhar estou a escrever de uma maneira um bocado mais direta e percebe-se mais”, acrescenta.
“Todas as minhas músicas são isso. Há umas que são sobre amor e outras que são sobre fraqueza humana”, conta-nos Tiago. Cada canção é como se tivesse uma história por trás e um significado muito próprio para o músico. A inspiração vem do que se passa à sua volta – e a ideia não é acrescentar uma solução, “é só um grito, um desabafo”. Do Princípio é também esta busca de algo mais, de acrescentar algo através da música.
Ao vivo pela primeira vez
Os Mantha, João Lencastre e Tiago Maia, bem como a colaboração permanente neste Do Princípio, Kid Gomez, estiveram presentes no showcase em Paço d’Arcos, porque “não fazia sentido fazer novas versões das músicas do álbum” para esta primeira apresentação das novas canções ao vivo. Apesar da ausência de Mário Laginha e Jaques Morelenbaum, que também colaboram no novo álbum, os quatro elementos empenharam-se para transformar os temas em palco. E não só foi a sua primeira vez ao vivo para os presentes no Auditório Luiz de Vasconcelos, no edifício do grupo Impresa, como também para todos os fãs que acompanharam em direto na internet.

Morena é o primeiro single, que está agora a servir de promoção a um álbum no qual os Mantha não só tocam, como também fazem back vocals. Tinha por isso de fazer parte da setlist deste pequeno showcase, a par de Aquilo Que Eu Não Fiz. A estas juntaram-se, perante um auditório recheado de fãs e curiosos, Maria, Sol de Março, Do Princípio, Aproxima-te Então e Sara, todas elas com uma sonoridade muito particular quando tocadas ao vivo, neste “laboratório” em que Tiago e companhia puderam testar a reação do público – e a memória das letras mais longas.
Tiago Bettencourt está quase a atingir os 100 mil fãs no Facebook e, quando isso acontecer, promete pensar na nossa ideia de fazer um novo concerto no Coliseu dos Recreios como o do ano passado, no qual cantava de costas para o Coliseu e a plateia ocupava o palco: “esse concerto foi muito giro e tivemos pena de fazer só um”, partilhou. Quanto aos concertos que estão programados para os próximos tempos, o primeiro é já no próximo sábado, em Famalicão: “vai ser o primeiro concerto em que vamos tocar músicas novas”.
Uma aventura de 11 anos na música
O Tiago dos Toranja e da Carta completa já 11 anos de carreira, numa aventura em que já foi também Tiago na Toca e Tiago do Acústico. “Aconteceu-me uma coisa que não acontece a muita gente, que é poder mostrar o meu trabalho desde que o comecei”, refere. Desde esses primeiros passos na música que o conhecemos: “Todo o meu crescimento musical foi público. Isso é uma coisa engraçada”, diz-nos o músico. No início “não fazia a ideia do que era gravar um disco, ou do que era um arranjo – tinha uma bandinha e gravava”.

11 anos depois, no que tem sido “um percurso engraçado”, “ainda não me levo muito a sério”, revela, “e acho que isso é muito saudável para qualquer artista”. E, ao longo de todo este caminho, afirma ter crescido e tentado “ser o mais honesto possível com as coisas que faço”. Em Do Príncipio compõe, faz os arranjos e ainda é produtor, o que torna a sua ligação a este álbum ainda mais especial. “Há pessoas que ficam associadas ao primeiro álbum e acham que tudo o resto é igual. Mas adoro as pessoas que acompanharam desde o princípio e que continuam a acompanhar com atenção. Acho que são essas pessoas que no fundo me deixam continuar aqui a lançar discos”, acrescenta.
Num “grito um bocado utópico”, o músico pede, a cada novo álbum, para estes serem ouvidos com atenção, porque “estamos numa altura em que as pessoas se desabituaram de ouvir álbuns. Só as pessoas mesmo interessadas, que param para ouvir e vão à procura do resto, é que ouvem mais do que os singles. Do Princípio também chama um bocado a isso”, revela. “É como lançar um livro: tu não queres que as pessoas leiam só um capítulo do livro, queres que leiam tudo”. E sendo música portuguesa, e da boa, o apelo assenta sempre bem.
A propósito da inspiração para a música, Tiago Bettencourt confessa-nos algo que espelha bem a sua visão destes mais de dez anos de carreira: “Há sempre uma altura na vida em que as pessoas vão escrever sobre qualquer coisa. Eu simplesmente tenho a sorte de poder transformar isso em canções e lançá-las cá para fora”. A sorte também é nossa. A entrevista acaba, o showcase acaba, o álbum acaba. E pedimos: “Do princípio”. E voltamos a viver aquele bocadinho.
Fotografia de Raquel Dias da Silva

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