Anaquim

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Grupo Anaquim

Quinteto nascido em 2007. Vindos de Coimbra, ouvindo Portugal, cantando e tocando pelo Mundo.

Depois do EP “Prólogo” (2008) e do álbum de estreia “As Vidas dos Outros” (2010) – que integrou a lista de “Dez Melhores Álbuns Nacionais” escolhidos pelos leitores da revista BLITZ –, os conimbricenses Anaquim regressam aos discos com “Desnecessariamente Complicado”. Um álbum em que a brilhante verve poética de José Rebola está agora ainda mais afiada (incluindo canções claramente de intervenção!) e em que a música está mais próxima do rock, embora sem nunca pôr de parte a paleta sonora que antes os caracterizava: o swing, a country, o jazz manouche, o cabaret ou a música portuguesa segundo os mandamentos de Sérgio Godinho ou José Afonso. “Desnecessariamente Complicado” contém catorze temas originais, foi produzido por Gil Figueiredo e tem edição marcada para 13 de Fevereiro, via Sons em Trânsito. Se no início Anaquim começou por ser o projecto pessoal de José Rebola – e o seu alter-ego assumido — a recente gravação de “Desnecessariamente Complicado” culmina a afirmação do nome Anaquim como sinónimo de um colectivo de pleno direito do qual, para além de Rebola, continuam a fazer parte Luís Duarte, João Santiago, Pedro Ferreira e Filipe Ferreira. Sim, no novo álbum José Rebola é o autor quase exclusivo de letras e músicas, mas, segundo o cantor e compositor, “o resto da banda está mais interventivo nos arranjos, na transmissão das mensagens e na dinâmica dos espectáculos. E embora Anaquim seja uma personagem que continua a refletir alguns aspectos da minha personalidade, principalmente através das letras, transformou-se numa espécie de Captain Planet que só pode surgir com a união destes cinco Planeteers”. A verdade é que nunca como no novo álbum se sentiu tanto a luta de Anaquim contra uma quantidade surpreendente de “lados negros” – à semelhança do seu inspirador, Anakin Skywalker (“Guerra das Estrelas”). Em “Desnecessariamente Complicado”, José Rebola apura as conversas sobre as vidas dos outros, mas também é capaz de assinar poemas claramente auto-irónicos e atirar-se, sem medos nem vergonhas, a temas de clara intervenção política como o swingante “O Desilusionista” (o título diz tudo), o pungente “Livro de Reclamações” ou o folk-punk a dar para os Pogues “Hoje é um Bom Dia!”. Outro tríptico, este mais ensombrado, é formado pela marcha (quase) fúnebre “Se eu mandasse”, o psychobilly gingão com letra de filme de terror “A Semente do Medo” e uma inesperada pseudo-balada com piano (e orquestração, digamos, “celestial” no final) “O Jardim”. No entanto, estas trevas são contrapostas com temas surpreendentes como a lindíssima valsinha musette “Por aí”, o western “Onde acaba o Oeste?” (com Viviane a “duelar” com José Rebola entre um trompete mariachi e citações a Ennio Morricone), o ragtime fumarento de “…mas nunca em dias de Sol”, a pop descarada de “Já te disse mais de Mil vezes” e o jazz sexy de “Nós”. A estreia de Gil Figueiredo na produção desta obra de grande fôlego não é inocente: “Quisemos de propósito injectar alguma “frescura” no nosso som e o Gil surgiu como aposta conseguida. Desde o primeiro concerto que ele é o técnico de som da banda e uma espécie de sexto elemento com funções perto da consultoria. Uma das suas grandes forças, pela relação de proximidade, foi saber exactamente o que queríamos para este disco, pegar nessa visão e melhorá-la de acordo com os seus próprios padrões”, reforça Rebola. Depois de nos últimos dois anos terem dado dezenas de concertos – incluindo em festivais como o Sudoeste (duas vezes), Super Bock em Stock, Marés Vivas ou MED de Loulé, inúmeras Queimas das Fitas, auditórios e uma incursão no estrangeiro para participar na Ibero-American Week na Hungria – os Anaquim vão agora mostrar ao vivo a arte de “desnecessariamente complicar”.

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Anaquim

Canção “Lusíadas”, de Anaquim, interpretada a 10 de Julho de 2010 por ocasião das Festas da Cidade de Coimbra com a presença de dois convidados, no trombone e clarinet

O mais emblemático festival de músicas do mundo do Algarve, o Festival Med em Loulé, recebeu Anaquim na sua edição de 2010. As vidas dos outros é o título do seu álbum de estreia, considerado pelo Jornal das Letras um dos dez álbuns do ano.

Anaquim na Queima das Fitas de Coimbra, banda cabeça de cartaz do dia 9 de Maio. Um concerto homenagem à cidade que os viu nascer, com a participação especial da Tuna Feminina de Medicina da Universidade de Coimbra, Mancha Negra, Ricardo Silva (Guitarra Portuguesa), Mc Ruze e Dj Leat.

Para celebrizar os 5 anos de vida de Anaquim organizámos um Ensaio ao Vivo. Aqui está ele…para mais tarde recordar! 11 de Dezembro de 2012

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